Rede de Educação para a Diversidade
Esta política se refere ao
aperfeiçoamento dos professores para que tenham uma visão para a diversidade,
visando à inclusão de todos no processo educacional de forma a possibilitar que
as minorias tenham as mesmas possibilidades de ascensão social do que os que
sempre foram favorecidos, seja pelo sobrenome, pela cor da pele, pela classe
social em que se situam ou por se comportarem como a sociedade julga que devem
comportar-se.
Trata-se de uma política para a formação inicial
e continuada de professores para a inclusão dos temas da diversidade nas
práticas de ensino.
A Rede de Educação para a Diversidade tem
como objetivos: ampliar as oportunidades de formação de educadores e gestores
educacionais para a educação básica; ofertar cursos nas modalidades de extensão,
aperfeiçoamento e especialização no âmbito do Programa de Formação para a
Diversidade; elaborar metodologias e conteúdos específicos; fomentar o
desenvolvimento de projetos pelos núcleos de pesquisa das instituições de educação
superior nos temas e áreas da diversidade; fomentar e avaliar a inserção dos
temas da diversidade nos programas de educação e sistemas de ensino; estabelecer
normas para o funcionamento e certificação dos cursos ofertados.
A redação das Diretrizes Curriculares
Nacionais já no seu primeiro parágrafo refere-se de maneira direta aos
objetivos da política da Rede para a Diversidade quando menciona que “A
educação deve proporcionar o desenvolvimento humano na sua plenitude, em
condições de liberdade e dignidade, respeitando e valorizando as diferenças.” Trata, ainda, na página 23, da
responsabilidade das diferentes esferas de governo e instituições de ensino de
uma educação de qualidade e não apenas de quantidade de jovens na escola e que
a educação é para todos visando contribuir para combater e eliminar quaisquer
manifestações de preconceito e discriminação.
Atualmente é muito comum termos estudantes
que não se sentem confortáveis dentro da escola devido à forma com que suas
especificidades - seja de comportamento ou de pertencimento social, religioso,
de gênero - são vistas e tratadas pelos colegas e até mesmo aos professores.
Cabe aos educadores tratar essas questões, a cada manifestação de intolerância
ou preconceito, problematizando as situações que geram tal comportamento,
promovendo debates que possibilitem a expressão de diferentes pontos de vista. No
texto base desta disciplina - Educação Básica e Diversidade: cidadania,
políticas públicas e legislação - esse tema é abordado pelos autores quando se
referem aos direitos dos cidadãos como pessoas humanas:
Desenvolvemos a noção de multiplicação
dos direitos de cidadania, para realçar os elos entre essa e processos de
demanda e afirmação de dispositivos de promoção da igualdade social e do
direito à diferença na escolarização da população. Distintamente da noção de
pessoa humana abstrata ou uniforme, a cidadania contemporânea abriga o
reconhecimento de sujeitos plurais e do direito à diferença.
Lamentavelmente ainda encontramos muitos
professores nas escolas despreparados para tratar essas questões importantes da
diversidade de forma a permitir que os jovens se expressem e se desenvolvam de
maneira integral, fato que torna urgente não só a implementação desta política
de formação continuada para a diversidade como a ampliação desses cursos.
Percebo que minha prática foi diretamente
influenciada pelos estudos que tenho feito neste curso e mais ainda, pude ver
em alguns casos os benefícios para as problemáticas do dia-a-dia que essa
mudança proporcionou.
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